A Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão na casa do filho adotivo do ex-presidente Lula, mas não encontrou drogas

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FONTE: O SUL – http://www.osul.com.br/

A PC (Polícia Civil) fez, na terça-feira (10), uma busca na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho adotivo do ex-presidente Lula, mas não encontrou as drogas que uma fonte anônima disse estarem guardadas no local. A residência de Marcos Cláudio, que é filho biológico da ex-primeira-dama Marisa Letícia e foi adotado por Lula, fica em Paulínia, no interior de São Paulo.

Tanto a defesa da família Lula quanto o PT (Partido dos Trabalhadores) divulgaram notas com duras críticas à ação policial. “A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins.

O PT afirmou, em nota assinada por sua presidente, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), que a medida foi tomada “sem qualquer fundamento real” e que Lula é alvo de uma “perseguição” que “não tem limites.” “A operação policial na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a partir de uma suposta e falsa denúncia anônima, foi uma violência que tem de ser explicada por todas as autoridades envolvidas”, afirmou Gleisi.

Marcos Cláudio foi diretor de Turismo e Eventos na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) durante a gestão de Luiz Marinho (2009-2012), do PT, e em 2012 foi eleito vereador na cidade. Em 2016, não conseguiu a reeleição.

Senadora usa tribuna para criticar ação policial

Durante sessão plenária na tarde desta quarta-feira (11), a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) usou a tribuna da Casa para criticar a ação da Polícia Civil de São Paulo na residência de Marcos Claudio Lula da Silva. Na noite dessa terça-feira (10), na cidade de Paulínea, após uma denúncia anônima, os policiais fizeram uma operação de busca e apreensão no endereço do rapaz.

Afirmando que a família Lula está sendo perseguida no Brasil, Hoffmann disse ter havido ainda abuso de poder, já que a busca tinha de ser apenas de armas e drogas e, segundo ela, como nada disso foi encontrado, a polícia teria levado dois notebooks de Marcos Cláudio Lula. “Essa perseguição não tem fim. Marisa não resistiu e agora querem matar Lula ou um filho?”, questionou a parlamentar.

Durante sua fala, Gleisi Hoffmann foi apoiada pelos senadores Roberto Requião (PMDB/PR), Lindbergh Farias (PT/RJ) e Jorge Viana (PT/AC). No plenário, desde o início da manhã desta quarta, aconteceu uma sessão deliberativa extraordinária e o local ficou praticamente vazio, assim como o restante do Senado, nesta véspera de feriado.

Repercussão

Um grupo de deputados e senadores exige explicações do governo de São Paulo sobre os critérios utilizados pela Polícia Civil para a realização de tal ação, qualificada como “mais do que arbitrária”.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que o filho do ex-presidente foi usado para atingi-lo, o que é “inadmissível”. Para Paulo Teixeira (PT-SP) o caso é de “abuso de autoridade”. “Estamos num estado de exceção. Fazem com Lula, fazem com os mais pobres e farão com qualquer um”, afirmou.

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