A Polícia Federal prendeu um brasileiro suspeito de enviar cocaína em cargas de farinha à Europa

A Policia Federal prendeu na noite de terça-feira (20) no Aeroporto de Guarulhos, um brasileiro suspeito de mandar quatro remessas de cocaína para a Europa. A prisão aconteceu quando ele desembarcou de um voo vindo da Holanda.

A investigação foi feita em conjunto com a Policia Federal de Portugal que, nos últimos dias, prendeu uma brasileira e dois portuguesas, quando um carregamento de cocaína embarcado no Brasil chegava no aeroporto de Lisboa. Foi uma ação controlada.

O brasileiro preso era representante comercial de uma fábrica de farinha de trigo e pó para o preparo de bolos. Ele enviava a cocaína em cargas de farinha, sob o pretexto de que o produto seguiria para exposições e demonstrações na Europa.

Luta permanente
Em outubro a Polícia Federal, em conjunto a Receita Federal, deflagrou as Operações Oceano Branco e Contentor. As ações miravam o tráfico internacional de cocaína por portos marítimos catarinenses.Em nota, a PF informou que cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita cumpriram simultaneamente 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

Os investigadores apontaram que as quadrilhas atuavam de forma similar, inserindo clandestinamente cargas de entorpecente em contêineres com mercadorias lícitas a serem exportadas, via de regra, para países europeus. Nas duas operações houve apreensões de droga no País e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional.

A Operação Contentor, iniciada no final de 2016 na Delegacia de Polícia Federal em Joinville/SC, levou a cinco grandes apreensões de drogas, inclusive no exterior (Bélgica), totalizando cerca de 2 toneladas de cocaína.

Durante a investigação, a PF verificou que o entorpecente era adquirido em região de fronteira, notadamente com a Bolívia, e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul/SC. De lá, era levado para chácaras onde era acondicionado em grandes bolsas para posterior inserção em contêineres que sairiam pelo Porto de Itapoá.

Já a Operação Oceano Branco, iniciada em março de 2016 na Delegacia de Polícia Federal em Itajaí/SC, apreendeu 6 toneladas de cocaína em 12 diferentes ações, 6 no Brasil e 6 no exterior (Bélgica, França e Espanha). A investigação apurou que três esquemas vinham embarcando ‘volumosa quantidade’ da droga por meio de contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito.

Nos inquéritos policiais instaurados somente nessas operações, os investigados foram indiciados em diferentes crimes, como de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. As penas para cada evento de tráfico internacional podem chegar a 25 anos de prisão, além de 10 anos de reclusão por associação.

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