Michel Temer pede que aliados não faltem a votações durante a campanha

Temer fez nesta segunda-feira (22), durante almoço com deputados aliados, um "apelo" por quórum nas votações nas próximas semanas.

Em meio ao período de campanha eleitoral nos municípios, que tem esvaziado os plenários do Congresso Nacional, o presidente da República em exercício, Michel Temer, fez nesta segunda-feira (22), durante almoço com deputados aliados, um “apelo” por quórum nas votações nas próximas semanas.

A informação é do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que participou do almoço. O almoço de Temer com os deputados da base na residência oficial da Câmara durou cerca de uma hora e meia.

Nesta segunda, Temer foi à residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), onde se reuniu com líderes de partidos da base aliada para discutir a pauta de votações na Casa nas próximas semanas.

“[No almoço] O presidente [Temer] renovou o apelo que a coordenação política tem feito permanentemente por quórum, presença em Brasília, engajamento da base que participa do governo, porque é a hora de darmos um sinal claro ao Brasil da nossa disposição em enfrentar os problemas”, disse o ministro.

Entre os projetos prioritários para o governo em tramitação na Câmara está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada no primeiro semestre pela equipe econômica que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior.

A medida, formulada pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), compõe o ajuste fiscal do governo.

Conforme os relatos do ministro da Secretaria de Governo, foram discutidas a votação do projeto de renegociação da dívida dos estados com a União e a votação de medidas provisórias que podem trancar a pauta do Congresso, além de vetos presidenciais que precisam ser analisados.

Segundo o auxiliar de Temer, também foi feita uma análise entre os integrantes do governo de que é preciso deixar claro para a sociedade que o Brasil vive um momento de “grave dificuldade” no cenário econômico e “reformas” são necessárias – o Planalto deve enviar ainda neste ano ao Congresso as reformas da Previdência e trabalhista.

“Ninguém pode imaginar que teremos uma recuperação econômica fácil. Significa dizer que precisamos do esforço de todos para tocar matérias importantes que estão aí, como a renegociação da dívida e o teto que vai ser estabelecido pela PEC [dos gastos públicos] para, logo em seguida, após o Senado definir sua posição sobre o impeachment, passarmos para as medidas de maior impacto, como as reformas da Previdência e trabalhista”, afirmou Geddel Vieira Lima.

Sobre o processo de impeachment que a presidenta afastada Dilma Rousseff enfrenta no Congresso, Geddel disse que, em sua avaliação “pessoal”, “o Senado vai definir favoravelmente ao afastamento definitivo do governo [Dilma] para o Brasil entrar no rumo”.

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