Michel Temer tem mais a perder, mas a situação de Aécio Neves é mais delicada

Aécio Neves e Michel Temer protagonizam crise institucional.

Os primeiros movimentos de Michel Temer e também de Aécio Neves, alvos da delação premiada dos irmãos Batista, do grupo JBS, são de tentativa de resistência. Mas isso parece muito restrito aos grupos mais próximos a eles, pois a avaliação geral indica um caminho diferente.

Integrantes da base aliada já avaliam a possibilidade de afastamento do presidente da República e no PSDB há grupos cobrando de Aécio a renúncia à presidência do partido.

Temer tem mais a perder – o cargo de presidente da República – mas a situação de Aécio é mais delicada porque o Supremo Tribunal Federal já autorizou seu afastamento do mandato de senador por Minas Gerais e, na tarde desta quinta-feira (18), deve analisar o pedido de prisão.

Se o STF autorizar a prisão, o Senado deverá analisar o pedido, tal como aconteceu com Delcídio Amaral, que no fim de 2015 sofreu derrota do plenário, que referendou a prisão dele.

Enquanto Aécio está em casa, sem os telefones celulares, que foram recolhidos pela Polícia Federal, tucanos se reunem em Brasília e trocam telefonemas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para definir um rumo a seguir pelo partido. Embora Aécio não tenha renunciado ainda, o assunto é mesmo a provável substituição dele.

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