Ministro Edson Fachin é o novo relator da Operação Lava-Jato no Supremo

Fachin é o ministro com menos tempo de atuação no tribunal.

O STF (Supremo Tribunal Federal) definiu nesta quinta-feira (02), por sorteio eletrônico, que o ministro Edson Fachin vai ser o novo relator da Operação Lava-Jato na Corte. A vaga ficou aberta após a morte do antigo relator, o ministro Teori Zavascki, em um acidente aéreo no dia 19 de janeiro.

O sorteio foi realizado entre os ministros da Segunda Turma, que é a encarregada da análise dos inquéritos e recursos ligados ao esquema de corrupção na Petrobras. Além do novo relator, fazem parte da Segunda Turma os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Além de avaliar até que ponto a vida dos investigados deve ser devassada, o relator de um caso também tem o poder, por exemplo, de arquivar um pedido de inquérito, encerrando as investigações.

No STF tramitam, atualmente, cerca de 40 inquéritos e quase cem delações premiadas relacionadas à Lava-Jato. No período em que a operação ficou sem relator, a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, assinou a homologação das 77 delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

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