Rebelião em presídio de Manaus termina com 60 mortos

Carro do IML chega a unidade prisional.

Sessenta presos morreram na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, informou o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes. O motim durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como “o maior massacre do sistema prisional” do Estado.

Os mortos são integrantes de uma facção criminosa e estavam presos por estupro, segundo Fontes. Também houve fugas de detentos, mas o número não foi divulgado oficialmente. O complexo penitenciário abriga 1.229 presos e fica no quilômetro 8 da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista. A unidade prisional está superlotada e tem capacidade de abrigar 454 presos.

De acordo com Pedro Florêncio, da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, os detentos que se rebelaram tiveram ajuda dos presos do semiaberto. “Eles fizeram buraco na muralha e, por lá, entraram armas no presídio”, afirmou. “Não houve falha da inteligência para perceber [o motim].”

Foram apreendidas quatro pistolas, uma espingarda calibre 12 e armas improvisadas. Além de mortes por armas, foram registradas mortes por incêndio. O ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, mais conhecido com “Moa”, morreu carbonizado em uma das celas. Até o momento, ele é o único detento com identidade informada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Fontes afirmou que integrantes da facção Família do Norte comandaram a rebelião, que “não havia sido planejada previamente”. “Esse foi mais um capítulo da guerra silenciosa e impiedosa do narcotráfico”, disse. Os integrantes da facção Família do Norte teria assassinado os detentos ligados à facção Primeiro Comando da Capital e presos por estupro.

Fontes afirmou ainda que há indícios de que a rebelião teve relação com o motim no Instituto Penal Antônio Trindade, também ocorrido no domingo (1).

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