Sábado, 01 de Fevereiro de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 31 de janeiro de 2025
O Brasil passou a ter o maior juro real do mundo. Na noite de quinta-feira (30), o Banco Central da Argentina, antiga líder do ranking, promoveu um novo corte em sua taxa básica de juros e tirou o país da primeira posição.
A autoridade monetária reduziu suas taxas de 32% para 29% ao ano. Segundo a instituição, essa redução é consequência da “consolidação observada nas expectativas de menor inflação.”
A Argentina encerrou 2024 com uma inflação anual de 117,8%. Apesar de ainda estar bastante alta, houve uma forte desaceleração em relação aos 211,4% registrados em 2023.
Com a taxa de juro real é calculada, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses, o juro real argentino caiu para 6,14%. O país passou, então, para a terceira colocação no ranking.
Quem assume a ponta é antigo vice-líder, o Brasil. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar mais uma vez a Selic em 1 ponto percentual, levando o juro nominal a 13,25% ao ano, e o juro real a 9,18%.
Na segunda posição vem a Rússia, com uma taxa de juros real de 8,91%.
Alta da Selic
Na última quarta-feira (29), o Copom anunciou sua decisão de elevar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para a casa de 13,25% ao ano. Na decisão anterior, em dezembro, a autoridade monetária já havia elevado a taxa básica em 1 ponto percentual, para a casa de 12,25% ao ano.
O início do ciclo de aperto monetário começou em setembro do ano passado. De lá para cá, o Banco Central já elevou a taxa quatro vezes, de 10,5% para 13,25% ao ano. A projeção dos economistas é que os juros terminem o ano em 15%.
Apesar disso, a projeção para a inflação de 2025 também subiu. No relatório Focus desta semana, os economistas elevaram as previsões de 5,08% para 5,50% – exatamente 1 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,10% para 4,22%.
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira permaneceu na 4ª posição. As maiores taxas pertencem a Turquia (45,00%), Argentina (29,00%), Rússia (21,00%), Brasil (13,25%), México (10,00%), Colômbia (9,50%), África do Sul (7,75%), Hungria (6,50%), Índia (6,50%) e Filipinas (5,75%).
Os dez países com menores taxas de juros nominais são Japão (0,50%), Suíça (0,50%), Taiwan (2,00%), Tailândia (2,25%), Suécia (2,50%), Dinamarca (2,60%), Cingapura (2,98%), Malásia (3%), Coreia do Sul (3%) e China (3,1%)
No Ar: Pampa Na Madrugada