Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 26 de fevereiro de 2025
O dólar fechou em alta nessa quarta-feira (26), após novos dados de emprego no Brasil virem bem acima do esperado pelo mercado. Ao final da sessão, a moeda norte-americana avançou 0,83%, cotada a R$ 5,8025. O avanço foi global, diante da agenda no Congresso dos Estados Unidos sobre a política de corte de impostos de empresas no país.
Investidores ainda monitoraram os balanços corporativos do dia, com destaque para os números da Petrobras, no Brasil, e da fabricante de chips Nvidia, nos Estados Unidos.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado.
Números do mercado de trabalho são importantes para avaliar a trajetória da inflação e dos juros do país.
O cenário político e fiscal brasileiro e a repercussão das medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ficaram no radar.
Com o resultado dessa quarta, o dólar acumulou: alta de 1,26% na semana; recuo de 0,59% no mês; e perdas de 6,10% no ano. No dia anterior, a moeda americana havia sofrido uma baixa de 0,01%%, cotada a R$ 5,7547.
Já o Ibovespa, principal índice acionário da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda de 0,96%, aos 124.769 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,86% na semana; perdas de 1,08% no mês; e alta de 3,73% no ano. Na véspera, o índice havia tido alta de 0,46%, aos 125.980 pontos.
Mercados
O que está mexendo com os mercados? O destaque dessa quarta-feira ficou com os novos números de emprego divulgados pelo Ministério do Trabalho. Segundo a pasta, o Brasil gerou 137,3 mil empregos formais em janeiro deste ano. O resultado representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado (173,2 mil vagas), mas ainda foi três vezes maior do que o esperado pelo mercado.
Além da espera pelos números, as preocupações com a inflação e com o quadro fiscal brasileiro continuam no radar dos investidores, que repercutem o noticiário dos últimos dias.
Segundo o IBGE, o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, registrou um aumento de 1,23% dos preços em fevereiro. Apesar de o índice ter vindo abaixo do esperado pelo mercado (1,34%), o número ainda representa uma forte aceleração em relação a janeiro (0,11%).
Além disso, com o resultado, o IPCA-15 passou a acumular uma alta de 4,96% em 12 meses, bem acima da meta do Banco Central do Brasil (BC), que é de 3% e tem um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
De acordo com a economista-chefe da B.Side investimentos, Helena Veronese, o resultado mostra uma pressão de fatores sazonais já esperados pelo mercado, mas ainda indica uma continuidade no ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) do país.
“O que o dado nos mostra é que 15% parece de fato um valor razoável para a Selic de fim do ciclo. Além disso, se os movimentos de queda de alimentos continuarem e se não houver grandes preocupações adicionais com o fiscal, é possível que em algum momento do segundo semestre já se comece a discutir o início dos cortes na taxa de juros”, afirmou a economista em nota oficial.
Balanços corporativos também ficaram sob os holofotes nesta sessão, bem como os desdobramentos da política tarifária de Trump nos Estados Unidos. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.
No Ar: Pampa Na Madrugada