Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2024
Por Redação Rádio Pampa | 17 de dezembro de 2024
Jair Renan Bolsonaro, filho mais jovem do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi batizado no domingo (16), na igreja evangélica Sara Nossa Terra, localizada em Balneário Camboriú (SC), onde recentemente foi eleito vereador, com 3.033 votos.
Vestindo uma camiseta com a frase “Eu decidi”, personalizada pela igreja, Renan declarou em suas redes sociais: “Hoje eu decidi nascer de novo. Jesus é o verdadeiro salvador. Muito obrigado, meu pai”. Ele também citou uma passagem bíblica na publicação.
Jair Renan é o quarto filho do ex-presidente a adotar a fé evangélica. Seus irmãos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Laura já seguem a mesma religião, assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que frequenta a Igreja Batista Atitude. Jair Bolsonaro, por sua vez, continua a se declarar católico, embora tenha passado por um batismo em 2016, em Israel, conduzido pelo Pastor Everaldo, na época presidente de seu partido, o PSC.
O ato de batismo, que aconteceu no mar, foi conduzido por um pastor que perguntou a Renan se ele aceitava Jesus como seu único Senhor e Salvador, além de se arrepender de seus pecados. Renan respondeu afirmativamente antes de ter sua cabeça submersa na água, simbolizando o renascimento espiritual.
Robson Rodovalho, bispo e líder da Sara Nossa Terra, enfatizou que o batismo não deve ser realizado de forma precipitada. Segundo ele, “a pessoa pode refletir e ver se é esse caminho que quer andar”.
Outros filhos de Bolsonaro também vivenciaram momentos similares. Flávio Bolsonaro, senador, compartilhou em janeiro uma foto de seu batismo na Igreja Comunidade das Nações, em Brasília, junto à sua esposa. Já Eduardo Bolsonaro, deputado, realizou sua cerimônia de casamento em 2019, conduzida pelo pastor batista Pedrão. A caçula Laura, por sua vez, foi batizada na Igreja Batista Atitude em 2020, segundo relato do próprio Jair Bolsonaro.
PT pede cassação
A federação PT-PV-PCdoB acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) para pedir a cassação de todos os seis vereadores eleitos pelo PL em Balneário Camboriú, incluindo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan. Segundo a inicial, quatro candidatas mulheres teriam servido como “laranjas” no intuito de fraudar a cota de gênero. A ação foi apresentada neste domingo, às vésperas da diplomação, marcada para esta noite.
Como a denúncia foi apresentada neste domingo, a defesa ainda não se manifestou. Em nota, o PL afirmou que enfrenta “alegações absurdas” que teriam o intuito de prejudicar o trabalho do partido.
“A participação das mulheres em nosso partido tem sido inspirada por Michelle Bolsonaro, que, junto a tantas outras líderes, luta diariamente pelo futuro do País. Por isso, demos oportunidade para mulheres que, mesmo sem muita estrutura, foram à luta por aquilo em que acreditam, fazendo campanha nas ruas e levando seus nomes para se fazerem presentes na Câmara de Vereadores”, diz posicionamento.
O documento ressalta que, apesar do PL ter conquistado seis cadeiras, nenhuma mulher conseguiu se eleger pelo baixo investimento em suas candidaturas. A federação afirma que entre as oito representantes, quatro são potencialmente fictícias — teriam apenas emprestado seus nomes.
Três delas não teriam realizado atos de campanha e teve sua candidatura indeferida por não ter apresentado seu domicílio eleitoral. Uma delas foi indeferida por não ter apresentado domicílio eleitoral e as outras três tiveram menos de trinta votos.
As contas zeradas também dominaram a maior parte das candidaturas. Apenas uma declarou despesas: nove camisetas, duas agendas de papel e serviços de estamparia no valor de R$ 200, o que o PT alega ser incompatível com uma campanha.
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