Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 25 de fevereiro de 2025
Poderosa ferramenta de combate ao câncer de mama, a mamografia não previne a doença, mas é capaz de detectá-la precocemente, oferecendo uma chance de cura extremamente alta. De acordo com estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2025, o Brasil deve registrar 704 mil novos casos.
Apesar dos benefícios comprovados, muitos mitos e desinformação ainda cercam o exame, o que pode levar ao adiamento de sua realização. Um dos maiores mitos é que a mamografia dói muito. Isso não é verdade. O exame é desconfortável, pois exige uma pressão nas mamas para obter as imagens, mas esse desconforto é breve e extremamente tolerável.
Mais de 40% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. Esta é a grande razão para que brasileiras se submetam à mamografia a partir 40 anos, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
Exame no SUS
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou um projeto de lei que determina aos médicos da rede pública indicarem mamografia para mulheres a partir dos 40 anos. O texto 184/2025 inclui novas diretrizes à lei 11.664/2008, que trata da prevenção, da detecção e do tratamento de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida em vigor, segundo a congressista, será possível um combate mais eficaz à doença na saúde gratuita.
De acordo com a proposta, o procedimento deverá ser realizado, em regra, anualmente, salvo determinação médica individual contrária. Na prática, o projeto também reduz em 10 anos o tempo obrigatório para que o SUS oriente o público feminino a dar início aos exames preventivos do câncer de mama. Hoje, a indicação na rede pública ocorre somente a partir dos 50 anos, sendo a mamografia realizado a cada dois anos.
No entendimento da parlamentar do PL-SP, a indicação de rastreamento de imagem apenas a partir dos 50 anos pelo SUS deixa de abranger parcela significativa da população feminina, expondo, assim, mulheres ao risco de um diagnóstico em estágio avançado, quando as chances de cura do tumor são bem menores:
“Nossa proposta faz com que os médicos da rede pública recomendem o exame a partir dos 40 anos, com realização anual. É importante dizer que, 22% das mortes por câncer de mama no Brasil ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. Este dado evidencia como a doença pode ser agressiva nessa faixa etária e como a detecção precoce é crucial para se reduzir a mortalidade no País”, argumenta Rosana.
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